Estou no Medium!

Faz tempo que não publico nada aqui, mas acho interessante deixar registrado a você, que por acaso encontrou o blog por acaso em alguma pesquisa no Google ou estava passando pelo feed do WordPress, que não parei de escrever!

Para mais histórias, crônicas e reflexões, me siga lá no Medium (@grsleticia)! Para quem não sabe, o MediumMedium é uma rede social que tem por finalidade compartilhar histórias. O design mais clean e voltado para a leitura, além dessa proposta diferente do blog, fizeram com que eu tomasse a decisão de escrever mais por lá.

Espero encontrá-lo por aí :)

O Susto

Um dos colegas de trabalho de Carlos tinha um hábito muito estranho. Quando menos se esperava, lá estava ele atrás de alguma porta, pronto para assustar a primeira pessoa que passasse.

Todo mundo se perguntava se era alguma coisa de infância ou algum trauma. Mas parecia mesmo um hobbie. O moço, definitivamente, parecia satisfeito com aquilo que fazia, apesar de não perceber a impressão que causava em seus colegas.

– Totalmente anormal – disse uma secretária do escritório, certa vez – Uma vez li numa revista que é assim que os psicopatas começam a demonstrar seu comportamento.

Não se sabe da credibilidade da fonte, mas, de fato, aquele comportamento era um pouco perturbador.

Numa terça feira à tarde, ele se encontrava atrás da porta novamente, quando Carlos estava prestes a passar.

– Bu! – exlamou.

– AH, oi… Você novamente. Tudo bem?

– Oi, Carlos! Não sabia que era você. Tudo ótimo e contigo?

– Ótimo, porém um tanto surpreso, por assim dizer.

– Por quê? Alguma novidade?

– Nada muito relevante ou fora do comum. Coração um pouco acelerado ultimamente, acho que é de família. E todo esse negócio do dólar subindo tão rápido. Acho que este ano não conseguirei fazer aquela viagem nas férias.

– Pois é, quando a vida te assusta você dá um grito.

Mais um texto sobre o tempo

Não vejo a necessidade de me desgastar em um texto muito longo hoje. O excesso de palavas seria apenas um capricho, a ruminação de uma ideia totalmente gasta. Vejo o trabalho de escrever como perda de tempo neste dia em que, ironicamente, só consigo pensar sobre esse tal passar de horas e anos.

Pode ser que isso seja só mais uma fase. Afinal, nós, pessoas jovens, somos cheias delas. Contudo, posso, também, enxergar esse tal do tempo escorrer pelos vãos dos dedos. Acredito que esse seja um pensamento que abrange um pouco mais que um momento, e às vezes se torna a percepção de uma dura realidade, ou toma a forma de apenas mais um monstro que mora embaixo da sua cama.

Seja por causa da pressa, da impaciência, do cansaço, do tédio, da saudade… Sempre existe um motivo para arranjar uma briga com ele. Desde motivos mais reflexivos, como o fim de uma época, à situações mais triviais, como ao esperar sua comida ser esquentada no microondas.

O relógio se movimenta e a gente se surpreende. É como se ele risse da gente. Fico pensando como seria se nós tivéssemos mais coragem e ríssemos dele também…

(Às vezes parece que eu só escrevo sobre o tempo. Socorro)

O menino dos fantoches de Varsóvia, de Eva Weaver

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Estava na livraria do aeroporto quando encontrei este livro. Às vezes, agradeço ao tédio e à necessidade de encontrar algo para fazer, porque, frequentemente, eles me levam às mais agradáveis surpresas. Posso dizer que “O menino dos fantoches de Varsóvia” foi uma delas. Principalmente por se tratar de um assunto que me interessa bastante: o Holocausto.

Quanto ao enredo, trata-se da vida de um garoto chamado Mika que, em 1940, foi obrigado a se mudar com sua família e outros judeus para o gueto de Varsóvia. Durante o livro, podemos conhecer como foi a vida dele lá, passando pela morte de seu avô e a descoberta do mundo dos fantoches, graças ao casaco cheio de segredos que ele herdara, onde encontrou uma cabeça de papel machê que viria a ser o príncipe. Com isso, o menino passou a apresentar espetáculos, trazendo um pouco de alegria à vida tão cinza que levavam. Até que um dia ele é parado por um soldado alemão e as coisas ficam mais sombrias…

O livro é dividido em três partes, com cenas que vão de Varsóvia até a Sibéria. Com o passar das páginas, torna-se não apenas um relato da história de Mika, mas o trajeto que o príncipe desenvolve durante os anos, e o modo como isso afetou muitas vidas.

Gostei muito porque foi uma leitura que me “cutucou”, fez com que eu refletisse e sentisse o que estava acontecendo. Em momentos perigosos, sentia o medo, a insegurança do personagem. Em momentos tristes, podia sentir tristeza também. Definitivamente, uma obra muito tocante. Sinto até saudade dos momentos em que estava lendo…

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Além disso, não pude deixar de pensar sobre como uma atitude nossa ou algo que desenvolvemos pode impactar alguém, e embora algum dia talvez sejamos esquecidos, os resquícios de nossa presença ainda estarão no ambiente. Outras pessoas andarão nas ruas que andamos, mas isso não muda o fato de que um dia andamos lá, fizemos a nossa vida naquele lugar, apesar das circunstâncias. E se formos para outro lugar, sempre manteremos um pouco do passado em nossas memórias, quer isso seja bom ou não.

Enfim, posso dizer que gostei muito deste livro. Talvez até entre na lista dos que relerei um dia.

“A companhia dos fantoches nos ajudava a esquecer o mundo adulto por alguns momentos. Um mundo onde as pessoas criavam coisas feias, como um gueto para judeus. Um mundo que não conseguíamos entender”. p.56

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O que fazemos (parte 2)

Quando nos achamos tão inteligentes, devemos lembrar que nem conseguimos entender o que é o amor. Podemos explicar porque as frutas caem das árvores e como se fazem os dias e as noites, mas não conseguimos conceituar o que é amar.

Pior do que não conseguir falar sobre algo é não poder realizar este ato. Aliás, pior ainda é pensar que se sabe quando não há conhecimento algum. Deixar-se enganar pela futilidade com que tratam o assunto e acreditar que não passa daquilo que se vê. Conformar-se com a situação do mundo, estar anestesiado pelos grilhões da falta de consciência.

Quero dizer, se realmente amássemos as pessoas à nossa volta, como nos comportaríamos? Se fizéssemos isso, acredito que teríamos uma postura bem diferente. Afinal, se amássemos o outro como a nós mesmos não seríamos capazes de fazer mal a ele.

Dessa forma, o amor não seria só um sentimento, mas uma atitude, um modo de viver. Algo que envolveria a todos como um abraço invisível e impossível de se libertar. Seria mais denso que uma simples palavra, e embora tão difícil de se compreender, suave. Seria único e indestrutível.

O amor que tanto procuramos deveria começar com “A” maiúsculo.

“Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor” 1.Coríntios 13.13

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