Nada especial, porém, singular

finger

Aquela sensação que você tem quando fala ou lê uma palavra e parece que ela não está certa. Ou quando é óbvio que ela está, mas ela continua sendo estranha. Aí você começa a repetir a palavra várias vezes e ela se torna um som engraçado e sem sentido.

Quer um exemplo? Fale “iglu” ou ” quero ler” várias vezes bem rápido.

Parece meio insano escrever sobre isso, mas esses pequenos dilemas da vida me fascinam de uma maneira bem excêntrica. Percebi que acabo dando mais atenção a esses detalhes nem tão importantes do que para o que realmente está acontecendo ao meu redor. É que parece mais interessante lembrar do movimento de um iô-iô quando falo “quero ler” bem rápido…

Muitos devem estar lendo isso e pensando que não é nada normal. Mas é. Essas só são algumas simples sensações da vida. Coisas que todo mundo já sentiu pelo menos uma vez e estou escrevendo sobre. Nada especial, porém, singular. Assim como cada ser humano.

Tem horas que dizem que todos são iguais, e outras em que todos são especiais. Depende da situação. Da conveniência. “Vamos nos identificar com isso porque vai melhorar a minha vida”. “Vamos proibir isso porque também é melhor para mim”. Quem é você de verdade?

Acho tão incrível quando começo a escrever um texto sobre linguagem e ele se torna um texto sobre identidade.

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