Cidades de Papel, de John Green

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Quentin mantém uma paixão platônica por sua vizinha Margo, uma garota com forte influência na sua escola, desde que eram crianças. Uma noite, Margo aparece “do nada” na janela de Quentin, chamando-lhe para fazer parte de seu plano de vingança que envolve muitas pessoas que a magoaram. No dia seguinte, quando chega à escola, Margo não está lá. Aliás, ninguém sabe onde ela está. Então, sente-se obrigado a encontrar seu paradeiro.

Devo dizer que de todos os livros do John Green que li até agora (este, A Culpa é das Estrelas e O Teorema Katherine), é o meu favorito. Além do fato de que ri d-e-m-a-i-s, pude me conectar um pouco mais profundamente ao enredo, naqueles momentos em que os personagens começam a refletir sobre o lugar em que vivem e o momento da vida por que passam. Mesmo depois de terminar, permaneci no “ambiente” do livro por, pelo menos, mais uma semana. Só fiquei um pouco cansada em alguns momentos durante essa busca infindável pela Margo.

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Adoro como é possível se identificar enquanto os personagens conversam com os amigos, nas preocupações e objetivos, nos livros do John Green. Bem, talvez isso seja mais marcante para mim, porque estou prestes a passar pelo meu último ano de escola (ou seja, tenho idade próxima dos personagens), mas acredito que a maioria das pessoas consegue se enxergar em algum lugar.

É provável que muitas pessoas considerem o modo que eles falam exagerado. Como eles conseguem ser tão engraçados assim? Mas eu só consigo ver sinceridade no jeito que os personagens se expressam. Nossas vidas podem até não ser tão interessantes assim, afinal, com quase certeza digo que nunca sairemos a buscar pistas de alguém desaparecido, mas a gente tem criatividade e liberdade para ser quem somos e como desejamos ser. E normalmente, esses detalhes não são expostos para todos. Acontece quando estamos envoltos dos nossos amigos, assim como no livro.

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Enfim, não posso deixar de compartilhar uma das minhas partes (não engraçadas) favoritas do livro):

“Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá pra ver o que este lugar é de verdade. Dá pra ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas”.

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3 comentários sobre “Cidades de Papel, de John Green

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