O menino dos fantoches de Varsóvia, de Eva Weaver

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Estava na livraria do aeroporto quando encontrei este livro. Às vezes, agradeço ao tédio e à necessidade de encontrar algo para fazer, porque, frequentemente, eles me levam às mais agradáveis surpresas. Posso dizer que “O menino dos fantoches de Varsóvia” foi uma delas. Principalmente por se tratar de um assunto que me interessa bastante: o Holocausto.

Quanto ao enredo, trata-se da vida de um garoto chamado Mika que, em 1940, foi obrigado a se mudar com sua família e outros judeus para o gueto de Varsóvia. Durante o livro, podemos conhecer como foi a vida dele lá, passando pela morte de seu avô e a descoberta do mundo dos fantoches, graças ao casaco cheio de segredos que ele herdara, onde encontrou uma cabeça de papel machê que viria a ser o príncipe. Com isso, o menino passou a apresentar espetáculos, trazendo um pouco de alegria à vida tão cinza que levavam. Até que um dia ele é parado por um soldado alemão e as coisas ficam mais sombrias…

O livro é dividido em três partes, com cenas que vão de Varsóvia até a Sibéria. Com o passar das páginas, torna-se não apenas um relato da história de Mika, mas o trajeto que o príncipe desenvolve durante os anos, e o modo como isso afetou muitas vidas.

Gostei muito porque foi uma leitura que me “cutucou”, fez com que eu refletisse e sentisse o que estava acontecendo. Em momentos perigosos, sentia o medo, a insegurança do personagem. Em momentos tristes, podia sentir tristeza também. Definitivamente, uma obra muito tocante. Sinto até saudade dos momentos em que estava lendo…

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Além disso, não pude deixar de pensar sobre como uma atitude nossa ou algo que desenvolvemos pode impactar alguém, e embora algum dia talvez sejamos esquecidos, os resquícios de nossa presença ainda estarão no ambiente. Outras pessoas andarão nas ruas que andamos, mas isso não muda o fato de que um dia andamos lá, fizemos a nossa vida naquele lugar, apesar das circunstâncias. E se formos para outro lugar, sempre manteremos um pouco do passado em nossas memórias, quer isso seja bom ou não.

Enfim, posso dizer que gostei muito deste livro. Talvez até entre na lista dos que relerei um dia.

“A companhia dos fantoches nos ajudava a esquecer o mundo adulto por alguns momentos. Um mundo onde as pessoas criavam coisas feias, como um gueto para judeus. Um mundo que não conseguíamos entender”. p.56

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