2015

2015

Sempre amei fins e inícios de ano. As lembranças que o término e a esperança que o começo trazem me inspiram bastante. Fico cheia de ideias, planos, vontades… De uma maneira diferente do meio do ano. É meio estranho, mas tento aproveitar ao máximo.

No início de 2014, eu estava temerosa quanto ao ano que consideraria um dos mais corridos da minha vida. Acreditava que seria um estresse sem limites, e não poderia criar muitas expectativas de momentos divertidos e tranquilidade. Errei quanto a isso, graças a Deus. Apesar de realmente não ter tido tempo para muitas atividades além de estudar (como pode ser visto pela minha ausência no blog), posso considerar o ano passado como um dos melhores da minha vida. Conheci pessoas incríveis, cultivei antigas amizades, vivi intensamente… Quero dizer, o máximo de intensidade que você pode ter em um dia a dia recheado de lista de exercícios e simulados. Mas está valendo. Em cada momento, eu tinha pessoas preciosas para compartilhar risadas, piadas, “doideiras”, conflitos internos, emoções desgastantes… Tudo o que um último ano de colégio poderia abrigar.

Se eu tenho expectativas para 2015? Por incrível que pareça, não estou pensando tanto nisso. Claro que pretendo me organizar muito bem em relação àquilo que farei, na medida do possível. No entanto, se existe uma coisa que os últimos tempos me ensinaram foi a viver um dia de cada vez e não estar ansiosa por nada. Afinal, tudo deve acontecer em algum momento. Para que sofrer por antecipação? Para que se sentir ansioso por futuros que nem se sabe se acontecerão? Ou melhor ainda, para que sentir angústia por coisas tão efêmeras?

Mesmo assim, existe algo que eu espero deste ano. Quero aprender muito sobre a vida, sobre o existir. Criar e me expressar de uma forma cada vez mais sincera, e poder compartilhar isso com os outros. Com tudo, ser todos os dias uma pessoa melhor.

“Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades” Mateus 7:34 (NTLH)

Acho que seria interessante entrar neste ano novo de contos e poesia (além de resenhas e outros tipos de posts, é claro) com uma breve retrospectiva do que aconteceu ano passado. Que tal ler alguns posts de 2014?

Fim de mais um dia

Um momento musical

Playground

Gratidão

Minha antítese pessoal

Conceito

O propósito de escrever: alguns esclarecimentos e uma reflexão sobre o poema “Vendaval”

Baunilha, chocolate ou misto?

Um olhar para si mesmo

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Baunilha, chocolate ou misto?

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Foto de Thomas Hawk

“Baunilha, chocolate ou misto?”, perguntou o vendedor à sua frente. Miguel era uma criança que tinha uma paixão inexplicável por sorvete. Sempre que podia, pedia que seu pai comprasse para ele. No entanto, essa era a primeira vez que a pergunta era direcionada ao menino, e a única coisa que conseguiu fazer foi olhar para o homem com um olhar confuso.

“Filho, o moço quer saber que sabor você quer”, explicou o pai. Sim, o garoto havia entendido a pergunta.  O que não fazia sentido era o fato de que ele tinha que escolher o próprio sorvete. Ele nunca tinha precisado escolher nada. Por que, assim de repente, a tarefa fora delegada a ele?

“É… misto”, respondeu incerto. Parecia lógica essa opção, já que gostava tanto de baunilha quanto de chocolate. Então, por que não?

“Tem certeza? O de baunilha é melhor”, revelou o pai.

“Ah… Baunilha, então”, decidiu Miguel.

Naquele dia, ele sentiu muita falta de sorvete de chocolate. Mas o pior de tudo era que o pai o havia feito escolher o sabor errado. Se baunilha era tão melhor assim, por que ele havia ficado descontente? Da próxima vez, seria misto e ninguém o impediria.

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O propósito de escrever: alguns esclarecimentos e uma reflexão sobre o poema Vendaval

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Não posso dizer que me identifico como blogueira, apesar de escrever em um blog. Diferente da Letícia de 2013, não tenho o mesmo empenho em postar algo todas as semanas, nem dou tanta importância a isso. Minha perspectiva em relação ao meu ato particular de escrever mudou bastante, e não vejo mais sentido em certas atitudes que tinha. Com isso, não digo que me arrependo dos posts que fazia naquele tempo, ou que essa seja a razão de não existirem resenhas recentes, ou até que jamais ousaria escrever esse tipo de post novamente. O motivo vai além disso: a falta de tempo devido ao ano de vestibular me impediu de estar constantemente atualizada sobre livros e filmes. Não que eu tenha feito falta. Já existem blogs o suficiente que escrevem sobre isso, e bem melhor do que eu, reconheço.

Apesar de tanta mudança, algumas coisas ficam. Se naquela época eu já tinha algum desejo de impactar pessoas com as minhas palavras, agora o possuo de uma maneira mais madura. Ou melhor, de maneira mais realista e menos dramática. Naquela época, acreditava que seria necessário que uma grande multidão lesse meus textos para que alguém fosse tocado, mas percebo que não é bem assim. Os comentários que fui recebendo nos posts ao longo desse tempo de blog me fizeram perceber que um número não deve ser o único critério utilizado para se medir qualidade. A apreciação que recebi tinha um toque especial, pessoal, particular. Valorizo cada um que passou para deixar uma opinião.

No entanto, não se trata apenas de apreciação. Uma das partes mais interessantes de escrever é saber que você pode gerar um “conflito interno” dentro da pessoa que lê, fazendo com que ela reflita sobre o assunto ou se relacione com ele, como se as palavras fossem suas próprias. Às vezes, um parágrafo escrito é o suficiente para consolar uma pessoa, para tirá-la de uma situação de sofrimento. Acredito que há algo muito especial nisso e não deve ser subestimado. As palavras têm poder.

Isso me faz lembrar de um momento na semana passada em que eu estava um pouco chateada, por causa de uma notícia que havia recebido. Após alguns minutos de lamento, abri rapidamente meu Moleskine (também conhecido como “refúgio pessoal” ou “terapia” LOL), e comecei a escrever, para me sentir melhor. Como as palavras não estavam fluindo muito bem, decidi ler o caderno desde o comecinho. Primeiro, percebi o quanto era dramática e me faltava domínio próprio, mas após algumas páginas, cheguei na parte onde estavam os poemas que escrevi há alguns meses.

Entre eles, estava o poema “Vendaval”, que publiquei aqui em agosto, junto com alguns outros. Apesar de a situação que tinha feito com que eu escrevesse aquele poema fosse bem diferente, pude ter o sentimento de que aquelas palavras tinham sido feitas para o momento que estava passando. A esperança que os dois últimos versos me contavam era exatamente o que eu precisava lembrar naquela hora. Por duas vezes, aquelas palavras traduziram o que eu sentia. Foi reconfortante e engraçado. Afinal, eu estava dando um conselho para mim mesma! E deu certo! Não é sempre que isso acontece em nossas vidas!

Loucuras à parte, imagino que se serviu para mim, pode servir para outra pessoa também. Então, se outra pessoa ler aquele (ou qualquer outro) texto meu e for impactada de maneira positiva, mesmo que eu não fique sabendo, já faz com que toda a minha experiência valha a pena. Isso faz com que as minhas palavras criem vida!

Enfim, estava com saudades de ter uma “conversa franca” aqui, mesmo que não tenham sido muitas. Não acho que eu vá abandonar meu blog tão cedo, apesar das adversidades (falta de tempo, pra ser bem direta) que assolam meu caminho.

Obrigada pela leitura dessas palavras. É sempre um privilégio tê-los aqui.

Que a paz esteja com vocês!