O que fazemos (parte 2)

Quando nos achamos tão inteligentes, devemos lembrar que nem conseguimos entender o que é o amor. Podemos explicar porque as frutas caem das árvores e como se fazem os dias e as noites, mas não conseguimos conceituar o que é amar.

Pior do que não conseguir falar sobre algo é não poder realizar este ato. Aliás, pior ainda é pensar que se sabe quando não há conhecimento algum. Deixar-se enganar pela futilidade com que tratam o assunto e acreditar que não passa daquilo que se vê. Conformar-se com a situação do mundo, estar anestesiado pelos grilhões da falta de consciência.

Quero dizer, se realmente amássemos as pessoas à nossa volta, como nos comportaríamos? Se fizéssemos isso, acredito que teríamos uma postura bem diferente. Afinal, se amássemos o outro como a nós mesmos não seríamos capazes de fazer mal a ele.

Dessa forma, o amor não seria só um sentimento, mas uma atitude, um modo de viver. Algo que envolveria a todos como um abraço invisível e impossível de se libertar. Seria mais denso que uma simples palavra, e embora tão difícil de se compreender, suave. Seria único e indestrutível.

O amor que tanto procuramos deveria começar com “A” maiúsculo.

“Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor” 1.Coríntios 13.13

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Um olhar para si mesmo

Foto de Andy Wasley.

Foto de Andy Wasley.

Sempre achei curioso o fato de nós observarmos o mundo ao nosso redor, mas não sermos capazes de olhar para nós mesmos, na maior parte do tempo. Acho que todo mundo pensa nisso, pelo menos uma vez na vida. Enfim, ao mesmo tempo em que aparentemente estamos presos dentro de nossos corpos, podemos interagir, conversar, viver. Sem olhar para si, é claro. Às vezes, sem ter uma ideia muito clara de que expressão facial estamos usando, mas os outros estão vendo. Decifrando o que se passa dentro de nós por meio de uma parte que muitas vezes não podemos ver.

No meio de tantos compromissos, olhar para si mesmo não parece ser algo tão importante. Afinal, não há necessidade de um espelho para movimentar os braços e realizar as tarefas cotidianas. Desde que as coisas sejam feitas, está tudo bem. Mesmo assim, além desses braços que se mexem, existe alguém, um ser cheio de sentimentos e reações a tudo o que ocorre externamente. E esse ser muitas vezes não consegue compreender que a pessoa que está a frente dele passa pela mesma situação.

Por isso, machucamos sem querer que sejamos machucados, e insultamos sem querer que sejamos insultados. Pelo fato de estarmos tão presos dentro de nós mesmos, acabamos fechados aos nossos próprios estímulos. Então, nem sempre percebemos o impacto que causamos nas outras pessoas. Elas também não percebem o que causam na gente.

Partindo do ponto em que todos estamos na mesma situação, se olhássemos um pouco mais para nós mesmos em vez de simplesmente interagir, evitaríamos tanta coisa. Entenderíamos quem está ao nosso redor. Se pudéssemos enxergar quem está dentro de nós seriamos muito melhores.

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